Estados Unidos da América

Lançada nova iniciativa para erradicar as armas nucleares

As Arquidioceses de Santa Fé, Seattle e Nagasaki, bem como a Diocese de Hiroshima, assinaram um pacto em que se comprometem a trabalhar em conjunto para erradicar as armas nucleares.

Paloma López Campos-13 de agosto de 2023-Tempo de leitura: 2 acta
Nagasaki

A cidade de Nagasaki em ruínas após o bombardeamento nuclear (Foto OSV News /Milwaukee Journal Sentinel files, USA TODAY NETWORK via Reuters)

No aniversário dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, foi assinado um acordo acordo a trabalhar em conjunto para a erradicação das armas nucleares no mundo. O pacto é assinado pelas Arquidioceses de Santa Fé, Seattle e Nagasaki, e pela Diocese de Hiroshima.

O primeiro objetivo é alcançar progressos significativos até agosto de 2025, o 80º aniversário do bombardeamento. Para o efeito, é clarificada uma série de medidas relacionadas tanto com a esfera política como com a esfera religiosa.

Política e armas nucleares

No comunicado enviado pelos signatários, estes convidam todos os líderes políticos a colaborar neste trabalho e definem algumas medidas concretas para atingir os objectivos. Em primeiro lugar, apelam ao reconhecimento do "tremendo e duradouro sofrimento humano infligido pelos bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki". Apelam também ao reconhecimento dos "impactos ambientais causados pela extração de urânio e pela investigação, produção e ensaio de armas nucleares em todo o mundo".

O terceiro ponto do pacto é "reiterar que uma guerra nuclear não pode ser ganha e nunca deve ser travada". Neste contexto, o acordo menciona que o G20, em novembro de 2022, declarou que a utilização e a ameaça de utilização de armas nucleares é "inaceitável".

Por outro lado, apela ao compromisso de tomar "medidas concretas para evitar uma nova corrida aos armamentos, impedir a utilização de armas nucleares e fazer progressos no desarmamento nuclear". Para além destes compromissos, o pacto recorda "o mandato internacional para prosseguir negociações multilaterais sérias que conduzam ao desarmamento nuclear, tal como prometido há mais de meio século no Tratado de Não Proliferação de 1970".

Como último passo político, o acordo apela ao "apoio ao Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, assinado e ratificado pela primeira vez pelos Vaticano".

Ação da Igreja

Por seu lado, os líderes religiosos estão empenhados em criar uma iniciativa para promover um mundo sem armas nucleares. Neste esforço, esperam contar com a colaboração de outras dioceses e de líderes de outras religiões.

Como parte da iniciativa, as arquidioceses e a diocese empreenderão algumas acções concretas, tais como

-ouvir e falar com sobreviventes de bombardeamentos, mineiros de urânio, activistas da paz, engenheiros nucleares, militares e diplomatas;

-pedir a ajuda de Deus através da oração e da celebração de pelo menos uma missa anual com esta intenção especial de acabar com as armas nucleares e com uma coleta para apoiar as vítimas e reparar os danos ambientais;

-Promover a assinatura e a ratificação do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.

O comunicado dos arcebispos e bispos convida "os sacerdotes, os religiosos e os leigos a participarem ativamente nesta parceria" para que "se possa criar um legado de paz para as gerações presentes e futuras".

A nota que anuncia o acordo termina com um apelo à intercessão de Cristo e de Santa Maria para que esta iniciativa se concretize.

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